TUDO AO MOLHE E FÉ EM DEUS
“O amor é paciente, o amor é prestativo, não é invejoso; o amor não se ostenta, não se incha de orgulho, não é inconveniente, não procura o seu interesse (...) Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”
Cor 13, 4-8
S. Paulo, quando escrevia a sua primeira carta aos Coríntios, dizia que mesmo que pudéssemos falar línguas estranhas, mesmo que conhecêssemos todos os mistérios e toda a ciência, se o amor falta então nada resta.
Neste momento, estamos perante uma juventude do imediato, que se apressa em tarefas e mais tarefas, porque o tempo nunca é suficiente para se fazer tudo o que se quer. Assim, as relações vão ficando em segundo plano, ou à semelhança dos jovens, são vividas à pressa. Urge então este desafio de sermos tolerantes. Conhecer o outro, aceita-lo e ama-lo pelas suas diferenças é uma meta que exige paciência e tempo. Jesus era um exemplo de amor e de um Homem tolerante, que não julgava com superficialidade e que compreendia os homens nas suas necessidades e dificuldades mais profundas, porque era capaz de se descentrar de si e ver além do que precisava e queria, percebendo que para amar não precisamos de ser iguais, mas de tentar chegar às diferenças dos outros.
No entanto a discriminação, preconceito e o racismo, são realidades que continuam a existir em diferentes culturas. Espera-se uma maior compreensão e aceitação mas a intolerância está demasiado presente.
A convivência com os outros, e em meios cada vez mais vastos e das formas mais diversas coloca- nos perante o desafio de continuarmos a sermos próximos e humanos nas nossas interacções, mesmo com tecnologias tão variadas que nos permitem comunicar à distância. E mesmo no dia-a-dia das nossas relações, os desafios são imensos, sobretudo aqueles que exigem de nós sermos verdadeiros e colocarmo-nos no lugar do outro.
A vivência de um amor em pleno nas relações (quaisquer que sejam), mais do que exibir o “nós”, implica conhecer-me profundamente, ter este desejo de me dar ao outro e não de o possuir. Como podemos ser verdadeiros e tolerantes para com o outro se não sabemos quem somos? Afinal, qual é a nossa identidade? Como sou eu enquanto pessoa, enquanto cristão, enquanto cidadão?
XXX Conselho Nacional do Movimento Católico de Estudantes
Seminário Menor da Figueira da Foz, 28 a 31 de Agosto de 2009
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